segunda-feira, 1 de setembro de 2008

A ignorância da felicidade

  1. Convido-vos, o conglomerado intelectual ao amoralismo, à abdicação da ignorância por através do círculo intelectivo que nos levará a uma questão não assaz afável. À correlação da ignorância com a felicidade.

  2. O que se me poderiam dizer, oh, vós que refletem, do júbilo dos povoados que jazem vivos às regiões rurais e que não dispõem de maior contato com a sociedade pensante, sabendo-se menos agraciados com a agonia que abunda nos meios corteses que nos traz densa lamúria pelo existir?

  3. Seria adequado assegurar que a estupidez é uma benção? Bem-aventurados os ignorantes, porque são felizes. Com este brocardo, competiria a vós deitar-me nos píncaros da história, no mais altivo grau do entendimento da psique humana. Vejo entre nós a estirpe do populacho que se contenta com sua vida amarga, seus dissabores periódicos assegurando que seu sofrimento imposto é benção.

  4. Abdiquemo-nos, pois, do limitrofismo que se abate sobre a tal linhagem, confinando-as como bois encurralados sem chance de escape. Afirmo, sem hesitação, que a tristeza que brota daquele que pensa é fruto da incompatibilidade ao habitat dos animais ao qual foi lançado à revelia..

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