quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Cristianismo, um figmento.

  1. Conspícuos, enceto, pois, convosco, uma ferrenha dissertação sobre o cristianismo desnaturado de sua essência. A profundeza do cristianismo abastado, abastado em amoralidade, em bosquejo, em debuxo, em preeminência enquanto civilização de homens e mulheres atrelados à abstração do que apodam imoralidade, dado o fato de que seu fecundo e mestre era um amoral.
  2. Sei, entretanto, que calhais me serão arrojados aos montes por mãos sorumbáticas, numa percepção errada de que seu esculápio, Cristo, foi a personificação da moralidade.
  3. Dignifico-me a expor que vós estais sorvidos no ardil proposto por condutivos beatos.
  4. Devido ao escopo de intentar ao tempo do personagem-mor do cristianismo, é mister que reconheçamos a época em que Sua figura andou por sobre o mundo, redirecionando o andamento da dissertação pela ausência de provas do real existir, da existência secular do Próprio como se nos atinge os olhos e ouvidos.
  5. A epígrafe denota-se da real situação crítica de provas, de achados, e apenas anos e séculos mais tarde, veio à tona aos que não coexistiram com Ele o que por suposição poderia Sê-lo. O que sabemos hoje, sapientíssimos, sobre Cristo, é o que articularam que soubéssemos sobre Cristo. Não tomamos ciência do que nos foi dito por Ele, sabemos o que disseram que Ele disse, e isso, creio, não me podem contestar.
  6. Ora, não há anúncios, nem achados, nem conjecturas de que Cristo tenha deixado algo escrito, nem mesmo sabemos se Ele dominava a letra. O singular fragmento onde se encontra algo a essa deferência, diz que Ele registrou algo na areia do mar, antes de deitar abaixo a moral da época amparando uma adúltera, areia que logo o marouço veio e cobriu de pó o que havia sido delineado.
  7. Ao defender uma mulher adúltera, ainda que o tivesse sido no dia de hoje, mostra-nos a clareza da Sua natureza amoral. Digo-vos, pois, que a moralidade dos que hoje se dizem cristãos é tão imoral quanto as fossas do inferno o qual pregam em suas igrejas. Dispendiosos, Jesus é um amoral, Ele é um de nós.
  8. Porém, o que nos sobeja como prova fidedigna de Sua corrompida doutrina, não nos foi transmitido por Ele, mas por juízo alheio, o que temos, briosos leitores, é uma doutrina de segunda mão, corrompida pelos apóstolos e, mormente por Pedro e Paulo, que confessadamente pelejaram para encabeçar a nova seita que tinha seus preceitos abalizados nos ensinamentos de Cristo.
  9. Os alfarrábios implantados na Bíblia que expõem a biografia deste notável homem foram escritos, em sua multiplicidade por quem não conviveu com Ele, o que se me parece uma demência, visto que, sem ter o completo conhecimento de outrem, nada se pode articular sobre o mesmo.
  10. Exemplos de amoralidade não nos faltam na bíblia, oh vós que me ouvis, pois ainda que digam o contrário, o próprio Cristo quebrou a arcaica lei judaica que vigorava em seu tempo. Cabe-nos, quebrar a lei moral que nos rege e formarmos uma sociedade amoral, onde consideraríamos nula a moralidade e a imoralidade.
  11. Ainda muito vos direi sobre isto.

1 comentários:

Flavia Borges disse...

To esperando vc atualizar e fazer aquele blog novo também :) Te amo muito! Feliz 2009.