quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

De como a religião suprimiu a mulher

1. Notáveis, podeis perceber quanto desgosto e consternação, quanta amargura e retração foram postas e impostas sobre o ser femíneo através de crenças supersticiosas?

2. Pois que vos digo que ainda em quatro gerações, estarão estas mulheres sujeitas aos que por força física se lhes puseram por inferiores, danando a humanidade em muito do seu potencial em comiseração, negando ao jaez humano a primorosa estabilidade dentre razão e emoção.

3. Porque é sabido que em outros tempos, não havia deuses, mas deusas, arrebatadoras desde a sua concepção até as lamúrias que despejaram lágrimas por seus pretensos amores(1).

4. De onde veio, oh, seguidores da nova filosofia, o que hoje é conhecido como mulher de procedência duvidosa, se das mais belas deusas descendem tais ninfas, inertes na má sorte que a vida lhes lançou, sendo dominadas por crenças de homens como Abraão, Maomé, e livro aqui, oh, grandiosos, a face de Cristo, que ainda não foi alcançado, de qual deus descende o homem?

5. Não há neste mundo, lugar onde não haja a subversão dos valores originais expressos no cerne e na lei da natureza, praticado por homens inseguros de si e mulheres submissas, destas que os abutres da nova religião não poupam em mastigar a carne e o espírito.

6. Sabendo, pois, que o véu que espaça o varão do feminal é mesclado em duas camadas, razão e emoção, claro se nos alude o pensamento da emoção racional (Homem-Mulher) e da razão emocional (Mulher-Homem), mais à frente discutido.

7. Vós que crês na inutilidade sacerdotal, na nulidade administrativa, na nugacidade feminina no que concerne ao clero religioso, digo-vos que o próprio deus a quem chamam “pai”, desposou uma donzela nubente e nela suscitou um varão(2). Varão este que não teve em solo pai, mas em nuvens das quais homem algum viu espectro de seus pés e pôde evidenciar.

8. Tampouco, oh, agradáveis, pode-se crer seguramente e sem confirmar imprecisão da donzelice da própria, a genitora do Cristo, o que, em idas épocas, talvez fosse corriqueiro, tal como mulheres de procedência duvidosas já antes aludidas, o que pode ter produzido seu declínio à segunda casta na ordem da espécie.

9. Eis este um claro exemplo da razão emocional, pois que não há razão na emoção, e ainda que o homem seja a cabeça da mulher, sem seus pés, não sairia do lugar.

*1. Vide: Lilith, Eva, Religiões Nórdicas
*2. Vide: Josefo; Plinio, o moço; Atos dos Apóstolos; Evangelho de Mateus; Evangelho de Lucas

2 comentários:

Flavia Borges disse...

gostei do texto


"homem é a cabeça da mulher" haha

Ainda que a emoção e a razão sejam característica respectivas de mulheres e homens, há nos dois seres ainda uma mistura das duas, mesmo que não em quantidades proporcionais.

Então mulheres também têm razão dentro da cabeça.
rs

E homens também choram :)

te amo

"mulheres de procedência duvidosa" hahaha
Também existem homens de procedência desconhecida. :p

Flavia Borges disse...

errata:

caracteríticas*