sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

O câncer desde o médio-oriente

  1.  Oh diletos! Quisera que pudésseis passar sem que vísseis o que contemplo para os vossos filhos e para os filhos de vossos filhos.
  2. Porque certo vos é, onerosos , que o ideal corrompedor perverterá vossos rebentos, fazendo-os escravos da própria escravidão.
  3. Porque se ao velho galho vergam,encurvarão ainda mais os brotos que podem ser pisados. Mas a vós, que tenho eu convosco? Se vós nem ao menos uma letra anotam, que poderei eu para livrá-los?
  4. Porque a vossos filhos e netos está reservado o castigo, e sofrerão gerações até darem por vencido a fraqueza de vossos pais!
  5. Porque o espólio do filho é o alvedrio que lhe deixa o pai, e desde que não deixa o pai mais do que prisão, não haverá de se proferir letra contra o opressor. Desde coisa alguma clama o brado de vossos descendentes, a quem vos hão de acusar pelo infortúnio que lhes cabe. E vós, não mais do que nada, calados serão malditos.
  6. Há no médio-oriente um câncer se alastrando. E este câncer vos chegará a posteriori, pois a vós, não muito farão, levar-vos-ão vossas mulheres e farão delas suas concubinas. Oh, homens de bem, vós que superais a razão, a quem deveis senão aos que virão?
  7. Não vos façam, pois de rogados, porque em tempos idos, vossos pais morreram por vós e hoje são benditos. Ouvi minha voz, porque eu sou aquele que vê do caminho findo.

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