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Assunto do debate:
Fernando Pessoa
Livro do desassossego – 245
A alma humana é vítima tão inevitável da dor que sofre a dor da surpresa dolorosa mesmo com o que devia esperar. Tal homem, que toda a vida falou da inconstância e da volu-bilidade femininas como de coisas naturais e típicas, terá toda a angústia da surpresa triste quando se encontre traído em amor — tal qual, não outro, como se tivesse tido o dogma ou esperança a fidelidade e a firmeza da mulher. Tal outro, que tem tudo por oco e vazio, sentirá como um raio súbito a descoberta de que têm por nada o que escreve, de que é estéril o seu es-forço por ensinar, de que é falsa a comunicabilidade da sua emoção.
A alma humana é vítima tão inevitável da dor que sofre a dor da surpresa dolorosa mesmo com o que devia esperar. Tal homem, que toda a vida falou da inconstância e da volu-bilidade femininas como de coisas naturais e típicas, terá toda a angústia da surpresa triste quando se encontre traído em amor — tal qual, não outro, como se tivesse tido o dogma ou esperança a fidelidade e a firmeza da mulher. Tal outro, que tem tudo por oco e vazio, sentirá como um raio súbito a descoberta de que têm por nada o que escreve, de que é estéril o seu es-forço por ensinar, de que é falsa a comunicabilidade da sua emoção.
Não há de crer que os homens, a quem estes desastres acontecem, e outros desastres como estes, houvessem sido pouco sinceros nas coisas que disseram, ou que escreveram, e em cuja substância esses desastres eram previsíveis ou certos. Nada tem a sinceridade da afirma-ção inteligente com a naturalidade da emoção espontânea. E isto parece poder ser assim, a al-ma parece assim ter surpresas, só para que a dor lhe não falte, o opróbrio não deixe de lhe ca-ber, a mágoa não lhe escasseie como quinhão igualitário na vida.
Todos somos iguais na ca-pacidade para o erro e para o sofrimento. Só não passa quem não sente; e os mais altos, os mais nobres, os mais previdentes, são os que vêm a passar e a sofrer do que previam e do que desdenhavam. É a isto que se chama a Vida.
No século de Nietzsche e indo para trás é absolutamente compreensível que se pensasse o "ser mulher" como um papel secundário. Nietzsche tenta justificar essa posição através da história da espécie humana, onde o papel da mulher, enquanto gênero mais fraco fisicamente, sempre assumiu esse papel secundário, estruturando sua psique para esse papel. Daí, diante da força masculina e de sua objetividade a mulher ter precisado desenvolver subterfúgios próprios dos mais fracos, tornando-se mais dissimuladas, mais oblíquas e deixando de desenvolver as características que iam de encontro com esse mesmo papel secundário, como a liderança, por ex. Ao mesmo tempo essa visão daria a esperança, tendo em vista o papel cada vez mais importante da mulher na sociedade, de que em séculos futuros a mulher viesse a ser relevante na filosofia; ele fala em coisa de 200 ou 300 anos. Bem, agora só faltariam 100 ou 200. Cabe pensar se a questão de gênero pode definir tendências comportamentais ou se não, se toda a diferença existente entre homens e mulheres se dá apenas no plano social (a velha questão: biologia x sociedade). Nietzsche imbrica, associa os dois aspectos e sua solução é até elegante. Quanto a personalidade, tende-se a acompanhar Nietzsche no ponto em que esta é um desenvolvimento histórico/biológico, mas em relação a inteligência não há acompanhamento já que é preciso reconhecer que existem mulheres mais inteligentes que homens.
Hallison
De um lado, observo mulheres tentando uma colocação superior ao homem, fazendo-se inferiores por vontade, ou seja, pondo-se a si mesmas na condição menor. De outro, vejo homens tentando criar um clima agradável para conseguir satisfazer o ego, caso a fêmea em questão dê-lhe o prazer do elogio.
Vi também, aqueles que se compararam a chimpanzés, levando o debate, que chamarei da coisa-em-si à uma esfera menor do que o nível do pensamento humano, pois é digno da sabedoria, que os símios não possuem a faculdade do raciocínio como nós o possuímos, e nem perto o podem chegar ainda, porque se assim o fizessem, estariam em nosso lugar e talvez nós no deles. Logo, assevero que qualquer tentativa de comparar um inseto ou símio, ou por quê não dizer qualquer “bicho” ao ser humano decai o argumento de tal debatedor à falácia, ou o que na filosofia chamamos de “redução ao absurdo”, uma forma de se perder um debate filosófico.
Tampouco venho aqui discorrer sobre a falta de conhecimento empírico temporal de qualquer um, visto que também sou portador deste mal, o mal de pertencer a uma parte da infinidade espaço-temporal e ter limitado o conhecimento de todas as coisas, pois não enxergo todos os lugares nem todo o tempo.
Considerando o que foi dito, que o homem descende da mulher, o que de fato, se me parece óbvio, deixa ao debatedor que proferiu tal argumento o fato de que se o homem é descendente direto da mulher, ele é também um aperfeiçoamento da mesma, coisa que pode ser provada lendo-se a teoria da evolução de Darwin, onde não haveria espaço para a convivência de um e outro ao mesmo tempo, já que um seria por natureza superior ao outro e competiriam entre si por esta superioridade.
Mesmo assim, atrevo-me a rebater Darwin, dizendo que o homem não é uma simples evolução da mulher, mas seu consorte. Ao peremptoriamente fazer tal afirmação, deixo imaculada a intenção de mostrar que não haveria um sem o outro, e, em escala de importância, ambos têm a mesma valia na escala sociológica na linha do tempo.
A tentativa de subjugar um ao outro, seja num laboratório onde afirmam que o ser humano masculino possui maior número de neurônios do que o feminino, ou num debate numa esquina, onde afirmam que a mulher usa menos neurônios para fazer a mesma coisa talvez nos mostre a incapacidade de ambos de sublimar a coisa-em-si a um nível superior, onde o pensamento realmente seria felicitado com argumentos válidos. O argumento válido de que um utiliza o outro para granjear seus próprios objetivos: O homem utilizando de seu poder financeiro, intelectual e a mulher utilizando-se de seus dotes corporais e sua sensualidade, pois há muitas feias sensuais e muitas belas desleixadas.
O homem, racional –ao contrário do que disseram- procura esse poder, seja num bar, brigando com outro homem para atrair a atenção de alguma fêmea, e aqui não escapamos de uma comparação esdrúxula, tal como os “bichos” fazem, na tentativa de satisfazer seu insaciável anseio de fazer sexo, talvez, como já dito, a sensação de bem-estar provocada seja além da percepção física do “dever cumprido”, a percepção errônea, percepção desvirtuada pelo tempo e pela modernização humana, respaldando sempre a religião, que deu um ar pecaminoso a tal ato, da sua continuidade.
A mulher, emocional, procura no homem o subterfúgio ideal para seu sustento e para o sustento da prole, seja fingindo-se submissa como tem feito ao longo das eras, seja dando o famoso “golpe da barriga”, e, não se surpreendam, a mais nobre das mulheres é capaz disso quando percebe que pode perder seu rico e poderoso companheiro.
O fato de abdicar da própria vida em troca da vida do “filhote”, assim como os “bichos-fêmea”, leva a mulher a odiar a guerra, cito pois como exemplo a quantidade de guerras criadas por mulheres, excluam, por obséquio, as guerras dentro de casa.
Enquanto o homem luta por poder, a mulher luta pelo homem poderoso, por isso, caríssimos, temos a mulher em baixa conta, mas quando o desejo sexual aflora, à elas recorremos para nossa satisfação, e elas, na qualidade de supridoras das nossas necessidades, dão-nos o que queremos, Assim, mantém dentro de casa o seu “macho”, o provedor do seu sustento e da prole, não deixando espaço no apetite sexual do homem para que procure em lugares à parte o sexo que lhe poderia ser negado pela mulher que é sustentada por ele.
Homens e mulheres vivem num jogo constante, e nesse jogo, não há vencedores ou perdedores. Apesar de ser um jogo sujo, tomando a atual moralidade como regra, é necessário para a sobrevivência da espécie.
Debatedora:
"Vi também, aqueles que se compararam a chimpanzés, levando o debate, que chamarei da coisa-em-si à uma esfera menor do que o nível do pensamento humano, pois é digno da sabedoria, que os símios não possuem a faculdade do raciocínio como nós o possuímos, e nem perto o podem chegar ainda, porque se assim o fizessem, estariam em nosso lugar e talvez nós no deles. Logo, assevero que qualquer tentativa de comparar um inseto ou símio, ou por quê não dizer qualquer “bicho” ao ser humano decai o argumento de tal debatedor à falácia, ou o que na filosofia chamamos de “redução ao absurdo”, uma forma de se perder um debate filosófico."
Tem predominado na teoria antropológica recente a concepção de que o processo evolutivo humano esteve associado a um enfraquecimento ou flexibilização dos instintos, de tal monta que é perfeitamente possível e mesmo necessário eliminar quaisquer considerações sobre possíveis bases instintivas na explicação do comportamento cultural. As orientações teóricas predominantes têm trabalhado com a concepção básica da oposição entre natureza e cultura, na qual esta é praticamente reduzida à dimensão simbólica do comportamento social. Afirma-se, de fato, que, nos seres humanos, a evolução da cultura substitui a evolução biológica e a natureza humana aparece como praticamente liberta de condicionantes genéticos.
Entretanto, se podemos tentar separar os homens dos demais animais em função da consciência, do raciocínio, da linguagem e do instrumental simbólico culturalmente construído, as emoções constituem claramente algo que compartilhamos com eles. É difícil deixar de reconhecer que animais sentem raiva e medo, alegria ou satisfação, ciúmes e desapontamento, como nós, e desenvolvem relações afetivas com outros animais, inclusive com seres humanos.
As semelhanças comportamentais não se reduzem à dimensão emotiva – mas esta é certamente aquela na qual elas podem ser observadas da forma mais imediata, inclusive porque surgem e podem ser comunicadas independentemente da razão e mesmo da consciência. Constituem, por isso mesmo, um canal privilegiado de comunicação entre nós e os demais animais, como pode ser atestado por qualquer pessoa que tenha animais domésticos.
De fato, é muito difícil, senão impossível, entender plenamente, descrever competentemente e explicar convincentemente um mito, um ritual mágico-religioso, uma transação comercial ou uma briga de galos, sem a observação e a referência às atitudes emocionais subjacentes, implícitas ou explícitas. E, na vida social em geral, não se pode ignorar que interesses e conflitos amorosos assim como rivalidades parecem constituir preocupações centrais dos homens vivendo em sociedade. Não deixa de ser um tanto contraditório que as vivências emotivas continuem presentes na descrição etnográfica sem levantar nenhuma inquietação teórica relevante.
Talvez por isso mesmo, os antropólogos tenham demonstrado um interesse episódico, mas recorrente pela psicanálise, disciplina esta voltada exatamente para as bases emocionais e instintivas do comportamento humano. Além disso, as normas culturais que organizam o comportamento humano raramente são produtos da consciência e raramente operam através dela. Assim, as emoções bem como a questão do inconsciente constituem limites da reflexão antropológica, os quais os antropólogos têm tentado transpor recorrendo à psicanálise.
Por outro lado, mesmo na psicanálise a questão das emoções e dos instintos é colocada de forma um tanto paradoxal, pois se ela fundamenta o desenvolvimento psíquico humano sobre a base instintiva fornecida pela sexualidade e se as emoções constituem a matéria-prima do trabalho clínico, há de fato, na tradição propriamente freudiana, muito pouco de uma teoria das emoções, que são em grande parte explicadas como meras decorrências de repressões ou gratificações de pulsões sexuais. Por outro lado, especialmente no que diz respeito à vida instintiva, as indubitáveis semelhanças com outros animais raramente foram levadas em consideração, embora pudessem ajudar a esclarecer muitas questões teóricas relevantes.
Freud, certamente, tinha consciência da importância das biociências para a psicanálise. É difícil encontrar um outro autor que busque de forma tão compulsiva quanto Freud uma integração teórica e uma base científica para suas descobertas empíricas no trabalho clínico. Por isso mesmo, e dado o fato de que ele foi levado a considerar a sexualidade como uma espécie de força motriz básica da psique humana, não podia ignorar o problema da conceituação do comportamento instintivo. Ele aborda a questão no seu célebre artigo ''Os instintos e suas vicissitudes'', no qual estabelece uma distinção fundamental entre os instintos sexuais e os do ego. Nesse artigo encontramos um excelente exemplo do rigor intelectual de Freud, quando reconhece que a ciência de sua época não oferece elementos suficientes para elucidar plenamente a questão.
“Tenho as maiores dúvidas de que se possa chegar a indicadores decisivos para a diferenciação e classificação dos instintos a partir (apenas) da elaboração do material psicológico. Esta própria elaboração parece exigir, até certo ponto, a aplicação de suposições definidas concernentes à vida instintiva àquele material e seria desejável que estas suposições pudessem ser extraídas de algum outro ramo de conhecimento e levadas para a psicologia.” (Freud, 1914, p. 130)
De fato, houve um extraordinário desenvolvimento de outras áreas de conhecimento que são diretamente relevantes para a compreensão das bases biológicas do comportamento animal e humano: pesquisas da psicologia experimental e do desenvolvimento e, inclusive, da psicologia cognitiva; às descobertas decorrentes do estudo dos hormônios e de sua influência nos processos orgânicos e psíquicos; ao desenvolvimento da neurobiologia e especialmente dos estudos do cérebro; aos progressos na área da genética molecular e sua influência na renovação da teoria da evolução; à primatologia e, especialmente, às pesquisas de etologia, particularmente no que diz respeito aos primatas. Podendo-se inferir que as demais disciplinas voltadas para o estudo do comportamento humano e, dentre estas, particularmente a psicanálise e a antropologia, não podem continuar confinadas dentro de seus estreitos limites disciplinares, mas precisam incorporar o resultado desse recente progresso científico como parte do contexto mais amplo no qual ocorrem os fenômenos que estudam.
Não se trata, obviamente, de defender um novo determinismo biológico. Reconhecer semelhanças não implica ignorar diferenças. Mas, como seres humanos, não nos movemos exclusivamente no universo rarefeito da razão e dos sistemas simbólicos. Ao contrário, o comportamento humano brota de um espesso caldo emocional que permeia sua vida social e que, poderíamos argumentar, é responsável tanto pelas atitudes mais nobres como pelos problemas mais dolorosos enfrentados cotidianamente nas sociedades humanas.
É por essa razão que a questão geral dos laços genéticos e das semelhanças comportamentais que nos unem às demais espécies não devem ser ignorados.
A escolha dos chimpanzés não é aleatória, pois são, genética e evolutivamente, nossos parentes mais próximos. Além disso, qualquer um que tenha assistido a documentários sobre esses animais, ou os tenha observado em jardins zoológicos, não pode ter deixado de ficar perturbado por sua semelhança conosco. Eles são, em si mesmos, uma provocação constante à hubris humana que nos leva a desconsiderar nosso lado animal.
Hallison (tréplica)
1. Eu não observo no homem, como tu afirmaste, esse arrefecimento instintivo. Creio, igualmente, que ainda que antropologicamente não exista uma maneira de comparar o instinto humano e suas nuances com o instinto “irracional” de um ser animalesco-Ainda que muitos homens se aproximem disto-. Ora, observemos sob a ótica do observador e da coisa observada: Com o que se há de comparar o instinto atual humano senão com o próprio instinto humano que precisamente por ser o instinto humano não pode ser comparado? Talvez na ânsia de entender o desenvolvimento cultural, as pessoas inspiram o ar do imediatismo, não observando, entretanto, que o mesmo instinto que permeava a essência humana há um milhão de anos é o instinto que o permeia hoje. O que fazia o homem há dois milhões de anos que ainda não faz hoje? Seja profunda no raciocínio.
2. Tu disseste: “As orientações teóricas predominantes”. Ora, por ser predominante, e, justamente pela predominância, há de se ter certa ressalva quanto ao crédito creditado à tais orientações. Se essa predominância atinge um meio social, não há um contra-argumento forte o bastante para derrubá-lo, e se houver, será suprimido pela quimérica idealização predominante, como houve em Cartago, ou com o pensamento romano, grego, cristão... Ou mesmo a tendência natural de se querer impetrar a réplica verdadeira do episódio patente, dado que não há em sua pluralidade, antagônicos num ambiente onde um determinado conceito sobreleva. Cito, pois, Blake, em sua célebre frase onde diz “Sem contrários não há progresso”. Claro se me parece, distinta dama, que o progresso humano foi feito com base no que poderemos chamar de situação e oposição, afinal, em tudo, e absolutamente tudo há oposição. E assim são as coisas, para que possam evoluir, e de mesmo modo, assim como são as coisas, são as criaturas.
3. Não existe oposição entre natureza e cultura, visto que a cultura do homem é sua própria natureza. A natureza do homem é o seu instinto, que lhe aufere a conseqüência da cultura. E este triângulo, que rege o instinto cultural da natureza humana não mudou desde o princípio. O homem é o homem desde seu início, seja criado num paraíso, ou evolução de algo menor, como a mulher que como defendem alguns, o homem é descendente da mulher. Toda descendência é um aperfeiçoamento da ascendência para que não haja involução, mas evolução.
4. “É abstruso deixar de reconhecer que animais sentem raiva e medo,”. Sim, é difícil para nós, humanos, deixarmos de perfilhar tal máxima, mas não é presumível um animal saber o que experimenta, apesar de sentí-lo. E essa consciência do saber-em-si, ou saber-de-si, desagrega-nos da animália. Porém digo-te, o que os animais sentem nada mais é do que a centelha de vontade de potência, como bem delineia Schopenhauer, o anseio e necessidade de vida. Desde o homem até à formiga, verás, caríssima, a tentativa de evadir-se da morte. Isto não prova que somos como os animais, da mesma maneira que não prova que um cão é um cavalo, não obstante o fato de sentirem o mesmo quando comem, quando apanham. A conclusão é que os animais não sentem, porque não sabem o que sentem. Nós sentimos, nós, humanos. Sentimos o que eles deveriam sentir se fossem humanos, mas não o são, e essa tentativa de humanização animal me soa como um utensílio psicológico de auto-destruição assaz perigosa, já que se transfere para o animal aquilo que ele não sente, o adágio de que careceria conhecer a dor e o prazer.
5. “As semelhanças comportamentais não se reduzem à dimensão emotiva”. Ora, Uma semelhança comportamental não necessária e jamais empiricamente provaria coisa alguma, visto que não há semelhança entre instintos diferentes, já que os mesmos são diferentes. Não caiamos pois, no absurdo de afirmar que uma menininha que brinca com sua boneca e a deixa cair corre o risco de matá-la, já que a boneca em muito se assemelha à menininha, mas não tem vida, e assim como os animais não sentem na forma humana do saber-de-si. Como tu muito bem o disseste, “Reconhecer semelhanças não implica ignorar diferenças.”.
6. “A escolha dos chimpanzés não é aleatória, pois são, genética e evolutivamente, nossos parentes mais próximos.” Por que não afirmas o contrário, que os chimpanzés vieram dos humanos? Por que sempre colocar-se um degrau acima e ainda assim dizer que estou errado. Se o tempo-espaço na escala evolutiva símio-humana se separa por milhões de anos, como afirmar que um chimpanzé não veio de uma mulher? Ora, se todos os animais tem olhos, boca e nariz, então todos tiveram uma mesma origem. Já posso ver mulheres histéricas com receio de parirem símios.
Considerações Finais:
Hallison: Dou por encerrado.
Debatedora: Em seu discurso percebe-se uma miscelânia entre as definições de instinto e cultura, tornando absurda sua colocação "Não existe oposição entre natureza e cultura, visto que a cultura do homem é sua própria natureza. A natureza do homem é o seu instinto, que lhe aufere a conseqüência da cultura."
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