- E de tudo quanto fizeres, receberás o mesmo, porque independente do trabalho o salário é o análogo para todos. Gentes e bichos.
- E para o vagabundo e para o trabalhador, para o homem e para o verme.
- Para o saciado e para o famulento, para o embriagado e para o sóbrio.
- Para o crente e para o ateu, para o que moteja e para o que lamenta.
- E é para o que escuta e para o que narra assim como para o carnívoro e para o vegetariano.
- E para o que mente e para o que ama a verdade, para o fiel e para o traidor.
- Para o belo e para o feio, para o gordo e para o magro.
- Para o justo e para o desonesto. Para o bom e para o mau.
- Para a carne e para a erva, para o sedutor e para o repelente.
- Para o imundo e para o lavado, para a realeza e para a plebe.
- Para o rico e para o pobre, para o sábio e para o ignorante.
- E mesmo para o velho e para o novo, e para o doente e para o são.
- Para o santo e o pecador, para o mal cheiroso e o aromal.
- Porque certo é que de tudo podeis ter, mas é exato que nada tereis. E se houvesse um dentre vós que tudo tivesses, deveríeis saber que para nada seu tudo serviria.
- Ainda que tivésseis tudo, nada teríeis empós tão-somente uma morte.
- E juro pelo que de mais sacro pode haver: Ainda que faças de tudo terás a mesma recompensa do que não faz nada.
- Porquanto que vivas cem anos, em um segundo de nada terá ajudado, pois que a morte precisa de bem menos para vos saldar o salário da vida.
domingo, 7 de agosto de 2011
Não há esperança ou O Salário da Vida é a Morte
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